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A Amnistia Internacional divulgou, esta terça-feira, um relatório sobre a pena de morte em todo o mundo, relativamente ao ano de 2022, que revela que o número de execuções aumentou 53 por cento. No ano passado, foram cumpridas 883 sentenças em 20 países, o valor mais elevado dos últimos cinco anos, comparando com as 579 indicadas em 2021.

“A investigação da Amnistia Internacional sobre o uso global da pena de morte em 2022 revelou um aumento no número de pessoas que foram executadas em todo o mundo, incluindo um aumento significativo nas execuções por delitos de drogas”, lê-se no relatório.

Essa tendência negativa, sublinha o documento, “contrasta com uma positiva que a compensa, uma vez que um número significativo de países deu passos decisivos para acabar com a pena de morte até 2022, o que sinaliza um progresso notável contra a forma mais extrema de punição cruel, desumana e degradante”.

A China continua a ser o país com mais execuções, embora não sejam conhecidos os números exatos por serem classificados como “segredo de Estado”. Os dados divulgados no recente relatório da Amnistia Internacional excluem, portanto, as milhares de sentenças que acredita que foram cumpridas em território chinês, assim como no Vietname, Afeganistão, Síria e na Coreia do Norte – países nos quais a organização não-governamental supõe que tem sido largamente utilizada a pena de morte (estes casos, a ONG contabiliza duas execuções para os cálculos globais, pelo que o total é de 883 no ano passado).

Trata-se de um aumento de 52,5 por cento relativamente às 579 execuções registadas em 2021, e o maior aumento desde 2017, quando foram confirmadas 993. As execuções confirmadas ocorreram no Irão (576, pelo menos), Arábia Saudita (196), Egito (24) e Estados Unidos da América (18). A ONG também confirmou execuções no Iraque (11, pelo menos), Singapura (11), Kuwait (7), Somália (6, pelo menos), Sudão do Sul (5, pelo menos), Palestina (5), Iémen (4, pelo menos), Bangladesh (4), Myanmar (4), Bielorrússia (1) e Japão (1).

No ano passado, excluindo a China, 93 por centos das execuções ocorreram no Médio Oriente e no norte de África. As 196 execuções ocorridas na Arábia Saudita são o número anual mais elevado no país em 30 anos, segundo o relatório. Além disso, a Amnistia Internacional documentou execuções em 20 países, um aumento relativamente aos 18 em 2021.

“Após um hiato de vários anos, as execuções foram retomadas em cinco países: Afeganistão (primeiro desde 2018), Kuwait (primeiro desde 2017), Mianmar (primeiro em quatro décadas), Estado da Palestina (primeiro desde 2017) e Singapura (primeiro desde 2019)”.

Foram confirmadas as execuções de 13 mulheres em 2022, das quais 12 no Irão e uma na Arábia Saudita. Mas os crimes relacionados com droga são responsáveis por 225 execuções no Irão, 57 na Arábia Saudita e 11 em Singapura.

Segundo o relatório Penas de morte e execuções em 2022, “as autoridades iranianas continuaram a utilizar a pena de morte como instrumento de repressão política e a executar de forma desproporcionada membros de minorias étnicas”, tendo ocorrido pelo menos duas execuções públicas no Irão e uma no Afeganistão.

A nível global, os métodos usados no cumprimento da pena de morta foram a decapitação, o enforcamento, a injeção letal e o fuzilamento. O relatório “não inclui dados relativos a execuções extrajudiciais”, abrangendo apenas a aplicação judicial da pena de morte.

Ainda de acordo com o relatório, houve um decréscimo de condenações a pena de morte em 2022. O número total de sentenças de morte anunciadas no ano passado foi de 2.016 e em 2021 foram confirmadas 2.052 novas sentenças.

A Amnistia Internacional considera que, apesar do aumento de execuções, “o mundo fez progressos notáveis no sentido da abolição”, uma vez que, até 31 de dezembro de 2022, cerca de três quartos dos países tinham abolido a pena de morte “na lei ou na prática”. Neste momento, a pena capital não vigora em 112 países, incluindo Portugal, que a aboliu para crimes civis em 1867.

Em dezembro do ano passado, recorde-se, na sessão plenária da Assembleia Geral das Nações Unidas, “um número sem precedentes de Estados-membros apoiaram a adoção de uma resolução bienal pedindo uma moratória sobre execuções com vista à abolição total da pena de morte”. O apoio a esta resolução “aumentou desde a última adoção, em dezembro de 2020, indicando que a comunidade dos Estados-membros da ONU está cada vez mais perto de rejeitar a pena de morte como punição legal sob o direito internacional dos direitos humanos”.

Brasil, Burkina Faso, Chile, El Salvador, Guatemala, Guiné Equatorial, Israel, Peru e Zâmbia aboliram a pena de morte para crimes comuns e mantêm-na para crimes excecionais, embora não a apliquem há mais de 10 anos. A ONG contabiliza também países “abolicionistas na prática”, por não terem registado execuções nos últimos 10 anos, ou mais.

“Em 1977, quando a Amnistia Internacional lançou a campanha pela abolição global da pena de morte, apenas 16 países a aboliram para todos os crimes. No final de 2022, 112 países eram abolicionistas para todos os crimes e 9 apenas para crimes comuns”, detalha o relatório da ONG.

São também assim considerados os países que “têm uma política ou prática de não efetuar execuções”, apesar de manterem a pena de morte para crimes comuns, como o homicídio. Estão neste caso Algéria, Brunei, Camarões, Coreia do Sul, Eritreia, Essuatíni, Gana, Granada, Laos, Libéria, Malawi, Maldivas, Mali, Mauritânia, Marrocos/Saara Ocidental, Níger, Quénia, Rússia, Sri Lanka, Tajiquistão, Tanzânia, Tonga e Tunísia.

São mais de 90 os países que mantêm a pena de morte para crimes comuns, incluindo os Estados Unidos, a Bielorrússia, a China, Cuba, Egito, a Índia, a Indonésia, Jamaica, Japão, o Líbano, Nigéria, o Sudão, Uganda, Tailândia ou Zimbabué.

A Amnistia Internacional em Portugal relaizou uma campanha, junto à embaixada dos EUA em Lisboa, para marcar a divulgação do relatório.

A ONG deixa claro, no relatório divulgado esta terça-feira, que alguns países continuam a “ocultar intencionalmente os procedimentos de pena de morte” e outros “não registam ou não fornecem dados sobre o número de sentenças de morte e execuções”.

“A Amnistia Internacional opõe-se à pena de morte em todos os casos, sem exceções”, conclui o relatório.

Fonte: RTP

 

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A Comissão Europeia procedeu esta segunda-feira a uma revisão em alta da estimativa de crescimento da economia portuguesa, este ano, para os 2,4 por cento. Valor que corresponde à terceira maior taxa da Zona Euro. Bruxelas mostra-se mais otimista do que o Governo.

Nas previsões económicas de primavera, a Comissão Europeia melhora a previsão de crescimento do Produto Interno Bruto português para 2023, face à estimativa de um por cento em fevereiro. Deixou inalterada a projeção de 1,8% para 2024.

No Programa de Estabilidade 2023-2027, o ministro português das Finanças apontou uma estimativa de crescimento de 1,8 por cento este ano e de dois por cento no próximo. Contudo, os números do Governo português foram calculados antes de serem conhecidos os dados referentes ao primeiro trimestre deste ano e que, só por isso, já implicam um crescimento anual de pelo menos dois por cento.

A Comissão Europeia prevê também que o défice português diminua para 0,1 por cento este ano, o menor da Zona Euro, e o melhor resultado à exceção dos excedentes previstos para a Irlanda e Chipre, estando novamente mais otimista do que o Governo de António Costa. Isto é, Bruxelas aponta para uma redução do défice português de 0,4 por cento do PIB em 2022 para 0,1 por cento este ano.

A projeção coloca assim Portugal como o país com o menor défice da Zona Euro e da União Europeia este ano, um resultado orçamental apenas ultrapassado pelos excedentes projetados para Irlanda, com 1,7 por cento, e para o Chipre, com 1,8 por cento.

"Após uma forte recuperação no início de 2023, o crescimento económico deve enfraquecer no segundo trimestre do ano e voltar recuperar a partir de então", lê-se no documento do Executivo comunitário.

A inflação nominal deve "moderar, embora os ajustes salariais ao nível recorde de emprego devam manter a pressão sobre os preços dos serviços".

"Depois de diminuir para 0,4 por cento do PIB em 2022, o défice das administrações públicas de Portugal deverá melhorar para 0,1 por cento do PIB em 2023 e 2024", acrescenta o texto.

A Comissão Europeia melhorou a projeção da taxa de inflação em Portugal para 5,1 por cento este ano, esperando uma moderação para 2,7 por cento em 2024, refletindo inicialmente os preços da energia e depois dos bens alimentares.

Bruxelas dá nota de que depois de atingir 10,2 por cento no quarto trimestre de 2022, a inflação medida pelo Índice harmonizado de preços no consumidor (IHPC) moderou para 8,4 por cento no primeiro trimestre de 2023, uma redução em grande parte impulsionada pelos preços mais baixos da energia, enquanto os preços dos alimentos continuaram elevados.

O Executivo comunitário acredita que a inflação deverá registar uma nova moderação ao longo do horizonte de previsão, "impulsionada inicialmente pelo índice de preços da energia e posteriormente pelos bens alimentares e não industriais".

De acordo com os resultados agora divulgados pela Comissão Europeia, melhorou a projeção do crescimento económico na Zona Euro e União Europeia para 2023 e 2024, revendo-o para 1,1 e 1 por cento este ano e para 1,6 e 1,7 por cento no seguinte, respetivamente.

O Executivo comunitário estima assim, um crescimento económico na área da moeda única de 1,1 por cento ao passo que, em fevereiro, estimava 0,9 por cento, e um crescimento do PIB de 1 por cento na UE, dois pontos percentuais acima do anteriormente projetado, 0,8 por cento.

Para 2024, a estimativa agora divulgada indica que o PIB do euro avançará 1,6 por cento quando anteriormente se esperava 1,5 por cento, e que o crescimento económico da UE seja de 1,7 por cento enquanto nas previsões de fevereiro se estimava 1,6 por cento.

A revisão em ligeira alta é possível porque a economia do bloco da moeda única e da UE “teve um desempenho melhor do que o previsto”, justifica Bruxelas no documento, notando que, apesar de nas previsões de fevereiro se prever uma contração no primeiro trimestre de 2023, neste período chegou mesmo a registar-se “um crescimento positivo”.
"Durante o inverno passado, a economia da UE teve um desempenho melhor do que o esperado", refere o Executivo comunitário.

"Como as perturbações causadas pela guerra na Ucrânia e a crise energética afetaram as perspetivas para a economia da UE, e as autoridades monetárias em todo o mundo embarcaram num forte aperto das condições monetárias, uma recessão de inverno na UE parecia inevitável no ano passado".

A Comissão Europeia reviu ainda em alta a previsão de taxa de inflação na Zona Euro para 2023, sendo agora de 5,8 por cento face aos 5,6 por cento anteriormente previstos, admitindo que está a revelar-se “mais persistente”. Aponta também que a taxa de inflação "voltou a surpreender” pela sua tendência de subida, pelo que se prevê agora 5,8 por cento este ano na área da moeda única, que compara com 5,6 por cento nas anteriores projeções de inverno, publicadas em fevereiro.

No conjunto da UE, a projeção é de uma taxa de inflação de 6,7 este ano e de 3,1 por cento no seguinte, o que compara com 6,4 e 2,8 por cento, respetivamente, estimadas nas previsões de inverno.

“Depois de atingir um pico em 2022, a inflação global continuou a diminuir no primeiro trimestre de 2023, devido a uma forte desaceleração dos preços dos produtos energéticos”, mas “a inflação subjacente - inflação global excluindo os produtos energéticos e os produtos alimentares não transformados - está, no entanto, a revelar-se mais persistente”, admite Bruxelas.

Fonte: RTP

 

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O Ministério da Educação e as organizações sindicais do setor voltam esta segunda-feira a reunir-se, a pedido dos representantes dos professores, para a negociação suplementar de uma proposta do Governo para corrigir assimetrias decorrentes do congelamento da carreira.

Em causa está um conjunto de medidas apresentado pelo Ministério da Educação, com impacto na contabilização do tempo de serviço dos professores que trabalharam durante os dois períodos de congelamento (entre 2005 e 2007 e entre 2011 e 2017), permitindo acelerar a sua progressão na carreira.

As negociações tinham terminado em 20 de abril, sem acordo entre a tutela e as organizações sindicais, que insistem na recuperação integral do tempo de serviço (seis anos, seis meses e 23 dias) para todos os professores.

Fonte: RTP

 

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O presidente ucraniano é recebido esta segunda-feira, no Reino Unido, pelo primeiro-ministro britânico, Rishi Sunak. Os dois líderes vão discutir mais apoio militar para resistir à invasão da Rússia, anunciou o Governo britânico. Durante o fim de semana, Volodymyr Zelensky esteve em Itália, Alemanha e França.

O anúncio da deslocação surpresa foi feito por Zelensky na rede social Twitter.

“O Reino Unido é um líder quando se trata de expandir capacidades terrestres e aéreas. Esta cooperação vai continuar hoje. Vou encontrar-me com o meu amigo Rishi. Vamos realizar negociações frente a frente com as nossas delegações”, escreveu o presidente ucraniano.

Na passada semana, a Grã-Bretanha tornou-se o primeiro país a começar a fornecer à Ucrânia mísseis de cruzeiro de longo alcance Storm Shadow, que vão permitir às tropas de Kiev o ataque ao longo das linhas de combate.

O Reino Unido já anunciou o envio de centenas de drones, com um alcance superior a 200 quilómetros, para a Ucrânia, revelou o Governo britânico, após a chegada de Zelensky ao país.

“Hoje o primeiro-ministro confirmará o envio de centenas de mísseis de defesa e outros sistemas aéreos não tripulados. Todos serão entregues nos próximos meses, numa altura em que a Ucrânia prepara uma contraofensiva à invasão russa. Não podemos desiludi-los”, avança a Reuters que cita fonte de Downing Street.

"A linha da frente da guerra de agressão de Putin pode estar na Ucrânia, mas as linhas de falha estendem-se por todo o mundo. É do interesse de todos nós garantir que a Ucrânia seja bem-sucedida e que a barbárie de Putin não seja recompensada. É por isso que o Reino Unido está a manter o seu apoio à Ucrânia - dos tanques à formação, das munições aos veículos blindados. E esta mensagem de solidariedade soará bem alto em todas as minhas reuniões com outros líderes mundiais nos próximos dias", acrescenta.

No entanto, a declaração não menciona aviões, algo que tem sido repetidamente solicitado por Kiev que quer um poder aéreo mais moderno para defender as suas cidades. Zelensky vai ainda atualizar Sunak sobre o resultado dos encontros com os líderes de Itália, Alemanha e França nos últimos dias.

Para o primeiro-ministro britânico, “este é um momento crucial na resistência da Ucrânia a uma terrível guerra de agressão que não escolheu nem provocou. A Ucrânia precisa do apoio sustentado da comunidade internacional para se defender contra a série de ataques implacáveis e indiscriminados que têm sido a sua realidade quotidiana há mais de um ano”.

O encontro, que não deve durar mais de duas horas, terá lugar na residência de campo do primeiro-ministro britânico em Chequers Court, nos arredores de Londres.

Zelensky tinha visitado Londres em fevereiro, altura em que se encontrou com o rei Carlos III e discursou perante o Parlamento em Westminster.

Depois dos Estados Unidos, a Grã-Bretanha tem sido um dos maiores fornecedores de ajuda militar à Ucrânia, contribuindo com 2,9 mil milhões de dólares de apoio no ano passado e comprometendo-se a pagar um montante semelhante para 2023.

Em janeiro, a Grã-Bretanha afirmou que iria enviar 14 dos seus tanques de guerra para a Ucrânia, uma promessa que foi seguida por outras nações, incluindo os Estados Unidos e a Alemanha.

Durante o fim de semana, Zelensky encontrou-se com os líderes alemães e franceses, bem como com responsáveis italianos, para angariar apoio militar e financeiro para a Ucrânia.

No domingo, em Paris, Zelensky jantou com o presidente Emmanuel Macron, de quem recebeu a promessa de mais ajuda.

Em fevereiro deste ano, o presidente francês já tinha recebido o chefe de Estado ucraniano no Palácio do Eliseu, juntamente com o chanceler alemão Olaf Scholz.

Antes de se deslocar a Paris, o presidente ucraniano esteve em Berlim, onde foi recebido com honras militares pelo chanceler alemão, Olaf Scholz, na sua primeira visita à Alemanha desde que a Rússia invadiu a Ucrânia.

Na capital alemã, Zelensky agradeceu um novo apoio alemão de 2,7 mil milhões de euros, a maior ajuda militar de sempre de Berlim a Kiev e que inclui a entrega de tanques, veículos blindados e sistemas de defesa aérea.

Depois do encontro com Scholz, os dois líderes voaram para a cidade ocidental de Aachen, onde Zelensky recebeu o Prémio Internacional Carlos Magno, que lhe foi atribuído em conjunto com o povo da Ucrânia.

A primeira visita deste périplo europeu do presidente ucraniano foi a Itália, onde foi recebido pelo papa Francisco, no Vaticano, a quem ofereceu um colete à prova de balas com a imagem de Nossa Senhora.

Em Roma, o presidente ucraniano esteve também reunido com o homólogo italiano, Sergio Mattarella, e a primeira-ministra Giorgia Meloni.

O presidente ucraniano agradeceu o apoio de Itália e reforçou o interesse na paz.

Fonte: RTP

 

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Um estudo do Laboratório Português de Ambientes de Trabalho Saudáveis analisou a vida laboral portuguesa e chegou à conclusão de que quatro em cada cinco trabalhadores revelam pelo menos um sintoma de exaustão física e mental: “burnout”.

Entre o universo laboral, são os profissionais da Administração Pública os que apresentam um risco mais elevado de exaustão.

Fonte: RTP

 

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O Sindicato de Todos os Profissionais da Educação (S.TO.P.) entregou novos pré-avisos de greve às provas de aferição entre 16 e 26 de maio, estando também a ser equacionadas novas formas de luta.

Em declarações à Lusa, o coordenador do sindicato, André Pestana, disse que a greve às provas de aferição que terminou na quinta-feira teve uma adesão elevada e há novos pré-avisos de greve entre 16 e 26 de maio, para a qual também não foram decretados serviços mínimos.

"O que temos sentido é que a adesão à greve tem sido em crescendo, tanto é assim que temos recebido [informações] - e vamos levar isso à justiça -- de que altos responsáveis relacionados com o Ministério da Educação estão a dar indicações para substituírem professores em greve, uma clara ilegalidade. Qualquer trabalhador em greve não pode ser substituído, o que é grave", avançou.

O coordenador do S.TO.P. adiantou que na segunda-feira o sindicato vai ter uma reunião com o Ministério da Educação tendo como "ponto acelerador a progressão".

"Ainda não recebemos a proposta do Ministério da Educação, mas continuamos a reafirmar que a única forma de repor a justiça sem criar assimetrias é claramente a equidade entre docentes do continente e arquipélagos, uma contagem integral do tempo de serviço", disse André Pestana, admitindo que o sindicato está disponível para negociar "a velocidade a que se daria essa contagem".

De acordo com André Pestana, os professores querem a contagem integral como aconteceu na Madeira e nos Açores.

"Temos também outras questões importantes que dizem respeito aos assistentes operacionais que têm salários de miséria e precisam de ter direito a formação durante o horário de trabalho, alterar o rácio porque estão exaustos, os problemas dos assistentes técnicos que estão desvalorizados e praticamente colados ao salário mínimo e dos técnicos superiores de educação com problemas de rácio, que em muitas escolas é de um psicólogo para mil alunos", contou.

André Pestana disse ainda que na próxima semana vai haver uma assembleia de sócios, estando e cima da mesa novas formas de luta, entre as quais a greve às avaliações.

"Mas só na reunião se vai decidir quais as formas de luta", disse.

O coordenador do S.TO.P. está hoje de manhã na Escola Básica e Secundária de Vialonga, no concelho de Vila Franca de Xira, no distrito de Lisboa, para participar num plenário com trabalhadores do estabelecimento.

"Viemos a esta escola em Vialonga, que está muito degradada e é das poucas que ainda tem uma situação que já devia ter sido erradicada: o amianto. O Stop foi o primeiro sindicato a fazer uma luta contra o amianto com mais de dois meses de greve e conseguimos que se avançasse com um plano nacional contra a erradicação do amianto orçamentada em milhões de euros, mas esta escola ainda não mereceu essa atenção", contou.

No plenário, além dos problemas dos profissionais, vai também, segundo André Pestana, ser abordada a questão do amianto.

Após os primeiros cinco dias de greve às provas de aferição, segue-se um novo período de paralisações, entre 16 e 26 de maio, que coincide com as provas de educação física do 5.º ano e de tecnologias da informação e comunicação do 8.º ano.

Fonte: RTP

 

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O Parlamento voltou esta sexta-feira a aprovar o diploma sobre a morte medicamente assistida, com os votos a favor do PS, BE, IL, PAN e Livre, assim como alguns deputados do PSD. A decisão vai agora obrigar à promulgação da lei da eutanásia por parte do presidente da República, num prazo de oito dias.

Foram 129 os votos a favor, 81 contra (das bancadas do Chega, PCP e maioria dos deputados do PSD) e uma abstenção (do PSD).

O decreto aprovado pelo Parlamento tinha sido vetado por Marcelo Rebelo de Sousa. De acordo com a Constituição, perante um veto, o Parlamento pode confirmar o texto por maioria absoluta dos deputados e, nesse caso, o presidente tem de promulgar o diploma.

Este é o quarto diploma do Parlamento para a despenalização da morte medicamente assistida, alterando o Código Penal. O tema já foi alvo de dois vetos políticos do presidente e de dois vetos na sequência de inconstitucionalidades decretadas pelo Tribunal Constitucional.

No último veto, em abril, Marcelo Rebelo de Sousa pediu aos deputados para clarificarem "quem define a incapacidade física do doente para autoadministrar os fármacos letais, bem como quem deve assegurar a supervisão médica durante o ato de morte medicamente assistida".

Desta vez, ao contrário de ocasiões anteriores, os partidos proponentes (PS, IL, BE e PAN) decidiram não alterar o texto aprovado no passado dia 31 de março, que nesta versão estabelece que a morte medicamente assistida só poderá ocorrer através de eutanásia se o suicídio assistido for impossível por incapacidade física do doente.

Fonte: RTP

 

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Em entrevista à RTP3, a bastonária da Ordem dos Enfermeiros defendeu esta sexta-feira que a atribuição dos partos normais a estes profissionais é um passo importante em relação à regulamentação de competências. No entanto, Ana Rita Cavaco sublinha que ainda falta reconhecer outras valências dos enfermeiros, dando como exemplo o facto de ainda não prescreverem exames como noutros países.

A bastonária realça que a norma agora publicada está em linha com orientações da Organização Mundial da Saúde, referindo que Portugal estava "muito atrás" em relação ao que é a evidência das boas práticas por toda a Europa, onde são os enfermeiros especializados a efetuar partos normais.

Ana Rita Cavaco realça ainda que não há falta de enfermeiros especialistas e que, com este reconhecimento de competências, diminuirá a necessidade de médicos obstetras nas urgências.

Destaca uma nova forma de organização do trabalho e um sistema que tem de ser centrado nas pessoas, não nos profissionais.

Os enfermeiros vão passar a assegurar todos os cuidados nos partos normais. A Direção-geral da Saúde diz que a intervenção médica fica reservada para as situações mais complexas.

Assim, desde o momento do internamento hospitalar da grávida até às primeiras horas de vida do recém-nascido o trabalho passa a ser dos enfermeiros especialistas em saúde materna e obstétrica.

A DGS admite que esta orientação serve para ajudar a rentabilizar todos os recursos das maternidades.

Fonte: RTP

 

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A três jornadas do fecho do principal campeonato português de futebol, este fim-de-semana poderá revelar o destino do título.

O Benfica continua em posição privilegiada, embora abalada por tropeções recentes.

O FC Porto olha para a calculadora para se motivar, mas não depende de si próprio.

Muitas contas estarão em jogo à entrada para a 32.ª jornada da I Liga.

Fonte: RTP

 

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São esperados esta sexta-feira e sábado 250 a 300 mil peregrinos em Fátima. As cerimónias que assinalam os 106 anos das aparições na Cova da Iria começam logo à noite com a tradicional procissão das velas.

A caminho de Fátima ainda há muitos peregrinos, que caminham há vários dias.

As cerimónias são presididas este ano pelo secretário de Estado do Vaticano, o Cardeal Pietro Parolin.

Fonte: RTP

 

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A inflação abrandou para 5,7% no mês de abril, avançou esta quinta-feira o Instituto Nacional de Estatística (INE). A taxa é inferior em 1,7 pontos percentuais à observada no mês anterior.

"Com arredondamento a uma casa décimal, esta taxa coincide com o valor da estimativa rápida divulgada a 28 de abril", refere o INE.

A taxa de inflação de abril é a mais baixa desde março de 2022, mês em que se situou em 5,3%.

Segundo o organismo estatístico, "esta desaceleração é em parte explicada pelo efeito de base resultante do aumento de preços da eletricidade, do gás e dos produtos alimentares verificado em abril de 2022".

O INE avança ainda que “o indicador de inflação subjacente (índice total excluindo produtos alimentares não transformados e energéticos) registou uma variação de 6,6% (7,0% em março)”.

“A variação do índice relativo aos produtos energéticos diminuiu para -12,7% (-4,4% no mês precedente) e o índice referente aos produtos alimentares não transformados desacelerou para 14,1% (19,3% no mês anterior)”, acrescenta.

O Instituto Nacional de Estatística diz que importa também referir que “a grande maioria dos preços considerados no apuramento do IPC de abril foram recolhidos antes da entrada em vigor da isenção de IVA num conjunto de bens alimentares essenciais, pelo que os eventuais efeitos desta medida só terão efetivamente impacto no IPC em maio”.

Num outro relatório divulgado esta quinta-feira, o INE avança que o salário médio líquido subiu 1€ num ano. Trata-se de um aumento de 0,1% em termos nominais.

Com base num inquérito, o salário mensal declarado pelos participantes ao INE foi em média de 1.025€ no primeiro trimestre do ano.

Já em relação ao desemprego, a entidade avança que a taxa aumentou em Portugal. No primeiro trimestre subiu para 7,2 por cento.

O aumento é de 0,7 pontos percentuais em relação aos últimos três meses do ano passado e de 1,3 em comparação com o período homólogo. Há 380 mil pessoas desempregadas em Portugal.

Entre pessoas licenciadas, o emprego sofreu uma quebra de 6,1% no primeiro trimestre deste ano.

Num ano, desapareceram 105 mil empregos entre quem tem o ensino superior. É a maior quebra desde 2011.

O INE admite que estes números se podem prender com fenómenos migratórios. Os dados mostram que as perdas se concentram largamente entre os 35 e os 54 anos e sugerem que serão sobretudo as mulheres a sair do mercado de trabalho.

Fonte: RTP

 

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A Roma, treinada pelo português José Mourinho, começa esta quinta-feira a lutar pela segunda final europeia consecutiva, quando receber o Bayer Leverkusen, na primeira mão das meias-finais da Liga Europa de futebol.

Depois de ter conquistado a sua primeira competição europeia em 2021/22, quando ergueu a Liga Conferência Europa, a equipa romana tenta alcançar a quarta final europeia, depois de já ter perdido os encontros decisivos na Taça dos Campeões Europeus de 1984 e na Taça UEFA de 1991.

O treinador português procura a sexta final europeia de clubes, depois das vitórias na Liga dos Campeões em 2003/04 (FC Porto) e 2009/10 (Inter de Milão), na Taça UEFA de 2002/03 (FC Porto), na Liga Europa de 2016/17 (Manchester United) e na primeira edição da Liga Conferência Europa em 2021/22 (Roma).

Pela frente, a equipa de José Mourinho e do guarda-redes Rui Patrício terá um Bayer Leverkusen ainda em busca do seu primeiro título em provas europeias, após ter perdido as finais da Taça UEFA em 1988 e da Liga dos Campeões em 2002.

A vitória na Liga Conferência Europa deu à Roma entrada direta na Liga Europa, mas a caminhada até à final não foi fácil, com o segundo lugar no Grupo C a obrigar a disputa do play-off, no qual afastou o Salzburgo, com um somatório de 2-1, antes de bater Real Sociedad (2-0) e Feyenoord (4-2, após prolongamento), na reedição da final da terceira competição de clubes de 2022.

O Bayer Leverkusen “caiu” da Liga dos Campeões, ao ser terceiro num grupo ganho pelo FC Porto, eliminando o Mónaco no play-off, no desempate por grandes penalidades, somando depois dois triunfos por 2-0 sobre o Ferencváros, antes de eliminar o St. Gilloise.

As duas equipas já se encontraram quatro vezes nas competições europeias, sempre na fase de grupos da Liga dos Campeões, com cada uma a somar uma vitória, além de se terem registado dois empates.

Para Roma e Bayer Leverkusen, vencer a Liga Europa será a forma mais provável de assegurarem a presença na Liga dos Campeões da próxima temporada.

O encontro da primeira mão está marcado para as 20h00 de hoje, a mesma hora a que começará o segundo jogo, em 18 de maio, com a final marcada para Budapeste, em 31 de maio.

Fonte: RTP

 

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Num encontro com cidadãos, organizado pela estação norte-americana CNN, o ex-presidente dos Estados Unidos Donald Trump repetiu as teorias da conspiração e acusações de fraude nas presidenciais de 2020, que lhe abriram a porta de saída da Casa Branca. O candidato republicano respondeu a perguntas dos eleitores e expôs ideias sobre vários temas.

O ex-inquilino da Casa Branca expressou opiniões sobre os mais diversos assuntos, desde o teto da dívida ao acesso ao aborto e à guerra na Ucrânia. Donald Trump respondeu ainda a perguntas da jornalista Kailtan Collins e de elementos da plateia sobre a invasão do Capitólio.

No entanto, quando questionado sobre os objetivos políticos, caso regresse à Casa Branca depois das eleições de novembro de 2024, o principal candidato republicano desviou-se sempre das questões. O debate aconteceu em New Hapshire, um Estado que é dos primeiros a realizar as primárias republicanas, no início de 2024.

No debate, que durou 70 minutos, Trump não deu a entender que vá realizar uma terceira campanha presidencial mais disciplinada.

Fonte: RTP

 

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Milhares de pessoas estão junto à fronteira entre o México e os Estados Unidos numa tentativa de passar antes da mudança das regras de imigração. À meia-noite deixa de estar em vigor o polémico Título 42, decretado durante a pandemia.

Mas as autoridades norte-americanas avisam que as novas medidas não significam que as entradas vão ser facilitadas.

A segurança na fronteira está ser reforçada com a mobilização de mais de 24 mil agentes.

Fonte: RTP

 

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A taxa de desemprego aumentou para 7,2% no primeiro trimestre, valor superior em 0,7 pontos percentuais à do trimestre anterior e em 1,3 pontos percentuais à do trimestre homólogo de 2022, divulgou esta quarta-feira o INE.

De acordo com o Instituto Nacional de Estatística (INE), entre janeiro e março, a população desempregada, estimada em 380,3 mil pessoas, aumentou 11,0% (37,6 mil) em relação ao trimestre anterior e 23,3% (71,9 mil) face ao trimestre homólogo.

A população empregada foi estimada em 4.924,7 mil pessoas e aumentou 0,4% (21,8 mil) em relação ao trimestre anterior e 0,5% (23,8 mil) relativamente ao trimestre homólogo.

Fonte: RTP

 

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O presidente da República afirmou, na última noite, ter pesado “os pratos da balança” antes de promulgar o diploma da vinculação de professores. Marcelo Rebelo de Sousa reitera que, com a nova lei, o número de docentes vinculados é maior. Razão pela qual decidiu não vetar o diploma do Governo.

“Não há tempo para vinculação extraordinária. Para abrir concurso, não havia tempo para vinculação extraordinária”, arguiu Marcelo Rebelo de Sousa, em declarações aos jornalistas à chegada a Estrasburgo, na antecâmara de um jantar com eurodeputados e portugueses na diáspora.

“Entendi que, pesando os pratos da balança, tendo preferido outras soluções noutros aspetos da lei, aquilo que justificava a assinatura era mais pesado”, insistiu o presidente.

Marcelo referiu-se assim à promulgação do diploma do Executivo relativo ao recrutamento de pessoal docente, na passada segunda-feira. Opção que visou não “adiar as expectativas de cerca de oito mil professores”.

“Não passou aquilo que eu consideraria importante quanto à vinculação dos professores, mas surgiu uma razão mais importante, de que o concurso teria de ser aberto esta semana, e ou era aberto à luz da lei anterior e dava para dois mil professores ou a lei ainda entrava em vigor permitindo o regime e abrir o número de professores contemplados, em condições nalguns aspetos diferentes, passando a ser não dois mil, mas cerca dez mil”, apontou o presidente da República em França.

Horas antes, o ministro da Educação, João Costa, anunciara a iminente publicação da portaria das vagas para a vinculação de mais de dez mil docentes. E que o concurso deveria ter início já esta quarta-feira.

Ao abrigo deste regime, os professores poderão vincular-se quando completarem o equivalente a três anos de serviço. O ministro sustenta que esta alteração vai permitir reduzir para metade a precariedade.

“Este diploma, que foi objeto de uma longa negociação - e em que o ponto de chegada do Ministério da Educação nalgumas características é muito diferente daquele que foi o ponto de partida – atendeu à reivindicação dos professores, mantendo como critério único para o recrutamento e para a colocação a graduação profissional dos docentes”, apontou João Costa em conferência de imprensa.

Ainda segundo o governante, o diploma possui uma característica “importante” para os professores contratados: a introdução de novos índices remuneratórios.

“Ou seja, até aqui os professores contratados ganhavam sempre pelo primeiro índice da carreira, e [agora] vão poder, em função do tempo de serviço, progredir em mais dois escalões remuneratórios”, afirmou.

No concurso de 2024, referiu o ministro da Educação, será abandonado o sistema a que se tem recorrido até agora, “em que muitas escolas têm muitos dos seus lugares ocupados por professores contratados ou por professores em quadro de zona pedagógica”.

Haverá, nas palavaras do ministro da tutela, “uma grande abertura das vagas dos lugares de quadro de escola, com uma previsão de abertura mínima de 20 mil vagas já em 2024 para fixar os professores em escolas concretas e não em regiões”.

Fonte: RTP

 

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O Governo quer proibir o fumo ao ar livre em escolas, hospitais ou recintos desportivos já a partir de outubro. Data em que tem de entrar em vigor também a diretiva que vem equiparar o tabaco aquecido ao tabaco tradicional.

Margarida Tavares, secretária de Estado da promoção da saúde, explica que vão ser também considerados como zonas proibidas espaços a céu aberto em locais públicos onde já era proibido fumar em ambiente fechado.

Quanto aos locais fechados, o Governo quer acabar com as salas para fumadores em restaurantes ou discotecas. Quer ainda proibir a venda de tabaco em cafés e restaurantes a partir do início de 2025.

Trata-se da quarta alteração à lei do tabaco. As medidas vão a Conselho de Ministros esta semana e serão depois debatidas no Parlamento.

Fonte: RTP

 

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O Parlamento francês apelou à União Europeia para que classifique formalmente o grupo mercenário Wagner como terrorista. O Reino Unido também se prepara para integrar na sua lista os mercenários que lideram o assalto russo a Bakhmut.

A resolução não vinculativa foi aprovada por unanimidade no Parlamento francês. O objetivo é encorajar os 27 Estados-membros da União Europeia a incluir o grupo Wagner na lista oficial de organizações terroristas.

“Onde quer que operem, os membros do grupo Wagner espalham a instabilidade e a violência”, afirmou o deputado francês Benjamin Haddad.

Segundo o parlamentar, “matam e torturam, massacram e pilham, intimidam e manipulam com total impunidade”.

“Não são simples mercenários movidos “pelo apetite por dinheiro”, mas “seguem uma estratégia alargada, do Mali à Ucrânia, de apoio às políticas agressivas do regime do Presidente Vladimir Putin, em relação às nossas democracias”, acrescentou Benjamin Haddad.

Os mercenários do grupo Wagner têm encabeçado o prolongado ataque russo a Bakhmut, na região industrial ucraniana do Donbass, que dura há meses. O presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, já agradeceu ao Parlamento francês e instou outros países a seguirem o exemplo.

“Todas as manifestações de terrorismo devem ser destruídas e todos os terroristas devem ser condenados”, afirmou Zelensky.

Na terça-feira, o jornal britânico The Times revelou que, após dois casos de construção de um caso legal, a Grã-Bretanha também iria incluir formalmente o grupo Wagner como uma organização terrorista para aumentar a pressão sobre a Rússia.

Citando uma fonte governamental, o Times revelou que a inclusão do grupo Wagner na lista negra está “iminente” e que provavelmente será adotada dentro de semanas.

Se o grupo for incluído na lista das organizações terroristas, o incentivo ou ostentação do logotipo em público passarão a ser consideradas uma infração penal. Uma decisão que vai impor sanções financeiras ao grupo Wagner e criar implicações na capacidade de angariar fundos se passarem por instituições financeiras britânicas.

O grupo Wagner e o seu líder, Yevgeny Prigozhin, foram repetidamente sancionados pela União Europeia e pelo Reino Unido - com Prigozhin a ver os seus ativos na União Europeia congelados em 2020 e a ser colocado numa lista negra de vistos, devido ao envio de combatentes do grupo para a Líbia, um país devastado pela guerra.

A ministra francesa dos Negócios Estrangeiros, Catherine Colonna, admitiu no Parlamento que, legalmente, o rótulo de terrorista na União Europeia não teria qualquer efeito sobre o grupo. Mas “não devemos subestimar a importância simbólica de tal designação, nem o efeito dissuasor que poderia ter sobre os Estados tentados a recorrer ao Wagner”.

Fonte: RTP

 

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A estrela do rock brasileiro Rita Lee morreu esta terça-feira aos 75 anos. A artista teve um um cancro do pulmão diagnosticado em 2021 e vinha realizando tratamentos contra a doença.

A família da cantora anunciou esta terça-feira que a cantora de 75 anos morreu em São Paulo, na sua residência, na noite de segunda-feira. Rita Lee tinha um cancro do pulmão, que foi diagnosticado em 2021, e estava a realizar tratamentos. No entanto, a causa da morte ainda não foi divulgada.

Rita Lee é uma das grandes musas do rock brasileiro e deixou grandes sucessos musicais como Amor e Sexo, Lança Perfume, Baila Comigo, Ovelha Negra entre outros. A família adiantou também que o desejo da cantora era ser cremada, sendo que o velório será aberto ao público, no Parque Ibirapuera, na cidade de São Paulo.

Rita Lee Jones nasceu a 31 de Dezembro de 1947 em São Paulo. Depois de uma infância recheada com música, Rita Lee começou num pequeno grupo de colégio que participava em festivais escolares. Juntamente com os irmãos Arnaldo e Sérgio Baptista foi criado o grupo Mutantes dando nova visibilidade à cantora e ao rock no Brasil.

Em 1972 chegou o primeiro disco a solo: Hoje é o Primeiro Dia do Resto da Sua Vida. Um disco ainda gravado enquanto membro dos Mutantes. Em 2008, a revista Rolling Stone destacou-a como uma das principais artistas da música brasileira.

Fonte: RTP

 

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O secretário-geral da ONU recebeu esta terça-feira o prémio Carlos V, em Espanha, numa cerimónia presidida pelo Rei Felipe VI e na qual estiveram presentes o presidente e o primeiro-ministro de Portugal. No seu discurso, António Guterres afirmou que o galardão o "deixa muito orgulhoso" e que o recebeu em "nome de todas as Nações Unidas". Sustentou ainda que o mundo necessita de "arsenais diplomáticos" para garantir a paz e que a Europa deve reformar-se para defender "sem tréguas" direitos e valores fundamentais.

A entrega do prémio decorreu no Mosteiro de Yuste, em Cáceres, e Guterres recordou que há 30 anos, quando foi eleito primeiro-ministro de Portugal, ficou alguns dias no Mosteiro de Santa Maria de Guadalupe depois de uma intensa campanha eleitoral.

“Foi então que conheci Yuste, o último lugar de descanso de Carlos V e fiquei profundamente emocionado”, frisou.

Para o secretário-geral das Nações Unidas, Carlos V “foi um dos homens mais poderosos, senão o mais poderoso do seu tempo e retirou-se com humildade. Alguém que deixou a sua marca através de continentes e oceanos” e que "foi casado com Isabel de Portugal”.

“O seu reinado contribui para o aparecimento da globalização, graças, entre outros pontos, à primeira viagem à volta do mundo que, como é sabido, foi a primeira do género. Que, como sabeis, serviu para demonstrar a esfericidade da Terra”, acrescentou.

Guterres defendeu que o 500.º aniversário do acontecimento serve para comemorar e “trazer-nos de volta ao presente”.

“Que melhor ocasião para refletir sobre o quanto o nosso planeta mudou desde então”.

O secretário-geral da ONU questiona ainda como “cinco séculos mais tarde” Carlos V “explicaria a evolução do nosso mundo?”.

“Sem dúvida que ficaria fascinado ao ver como a Europa mudou, como se tornou unida apesar de séculos de confrontos”.

No entanto, “provavelmente também ficaria surpreendido ao saber que, hoje, estes valores ainda estão a ser testados. Que a guerra não é uma coisa do passado. Que as divisões persistem e até crescem. Que estamos a queimar a nossa única casa. Que as famílias estão forçadas a fugir – da guerra ou fenómenos meteorológicos extremos – a uma escala nunca vista em décadas- numa escala que não se via há décadas. Que a fome e a pobreza ainda persistem”, realçou.

Segundo António Guterres, desde a criação da ONU e da União Europeia, “os princípios da Carta das Nações Unidas nunca estiveram tão ameaçados. É por isso que hoje temos de levantar a voz e reafirmar estes valores. E, acima de tudo, precisamos de paz”.

“As Nações Unidas, tal como a União Europeia, foram criadas em nome da paz, após o horror de duas guerras mundiais. A paz continua a ser a nossa Estrela Polar e o nosso objetivo mais querido”, recordou.

No entanto, o secretário-geral das Nações Unidas frisa que “a luta pela paz pode, por vezes, parece uma tarefa de Sísifo. Atualmente vivemos num mundo onde a paz é ilusória e está enfraquecida. A violência é galopante em muitos cantos do mundo”.

E dá como exemplo “a invasão da Ucrânia pela Rússia, em violação da Carta das Nações Unidas e do direito internacional, que está a causar sofrimento e devastação ao país e ao seu povo, e está a contribuir para a deslocação económica global”.

“As guerras e as crises humanitárias estão a alastrar, por vezes diante dos nossos olhos, mas frequentemente longe dos holofotes. São mais complexas, interdependentes e têm maiores consequências. Regiões como o Médio Oriente e o Sahel são devastadas por conflitos prolongados que parecem não ter fim à vista”, alertou.

Nesse sentido, Guterres dá o exemplo do Sudão como “o mais triste dos últimos tempos”.

“A paz nunca deve ser subestimada ou tomada como garantida. Temos de trabalhar para ela, todos os dias e sem descanso. Num mundo que se está a despedaçar, temos de sarar as divisões, evitar a escalada, ouvir as queixas. Em vez de balas, necessitamos de mais esforços diplomáticos”.

Guterres recorda ainda o que “diz a Carta das Nações Unidas: negociação, mediação, conciliação, arbitragem. Devemos tentar tudo para resolver pacificamente os nossos diferendos. Evidentemente, só haverá paz duradoura se conseguirmos a plena participação e liderança das mulheres nas mesas de decisão. Este é o momento de reafirmar o primado da paz. A paz entre os homens e a paz com a natureza”.

O secretário-geral das Nações Unidas relembra ainda que “a guerra que estamos a travar contra o nosso planeta está a pôr em risco a própria sobrevivência da humanidade. O caos climático desencadeia incêndios, inundações, secas e outros fenómenos meteorológicos extremos que afetam todos os continentes. Todos os anos, estes fenómenos desenraízam milhões de pessoas que, muitas vezes, têm de procurar refúgio em países e comunidades igualmente vulneráveis”.

“Agir pelo nosso planeta é agir pela paz”.

Guterres sublinha ainda que, “para que a paz seja sustentável, deve basear-se no respeito e proteção dos Direitos Humanos na sua globalidade”.

“Ao celebrarmos este ano o 75.º aniversário da Declaração Universal dos Direitos do Homem, os direitos e liberdades - civis e políticos, económicos e sociais - estão a ser corroídos. Os discursos de ódio, o racismo e a xenofobia propagam-se à velocidade de um clique. Temos de olhar para trás e aprender com o nosso passado”, defendeu.

Para Guterres, “a luta por esses direitos é agora mais essencial do que nunca”. “É tempo de exigir o direito à vida, à liberdade, à segurança, à liberdade de expressão, o direito de pedir asilo, entre outros. Estes direitos são inerentes à existência e devem estar no centro da atenção”.

O secretário-geral das Nações Unidas alerta também para “o aumento da xenofobia e extremismo".

“Temos de rejeitar os discursos de ódio que exploram as diferenças que exploram e minam a coesão social. Temos de proteger e promover a Declaração Universal, permanecer unidos e avançar para uma nova era de respeito pelos Direitos Humanos”.

Guterres considera ainda que é necessário “colocar a igualdade no centro do trabalho”. “Igualdades entre os cidadãos. Igualdade entre os géneros”.

Para Guterres, a “pandemia e a recuperação da covid-19 expuseram fraturas chocantes no nosso mundo”.

O secretário-geral das Nações Unidas considera que “as injustiças estão a aumentar” e que a “acumulação de riqueza se está a tornar obscena”.

“Desde 2020. Um por cento da população apoderou-se de quase dois terços da nova riqueza criada no mundo”. Enquanto “muitos são deixados para trás”.

“A crise do custo de vida está a empurrar milhões de pessoas para a pobreza. O crescimento económico deve ser colocado ao serviço do bem-estar social global e gerar sociedades mais igualitárias”.

Segundo Guterres, é urgente “construir um novo contrato social baseado na justiça social, que permita aos jovens viver com dignidade e que garanta que as mulheres tenham as mesmas perspetivas e oportunidades que os homens”.

“Um contrato social que proteja os necessitados, os vulneráveis e todas minorias. Mas isto não é possível em muitos países vulneráveis”.

“As disparidades entre os países desenvolvidos e os países em desenvolvimento, entre o norte e o sul, estão a aumentar a cada minuto, impulsionadas por um sistema financeiro internacional injusto”, acrescentou.

Guterres frisa ainda que “os países mais pobres estão sufocados pela dívida, enquanto os mais ricos têm sido capazes de investir numa forte recuperação económica. Este fosso económico e social corre o risco de provocar fraturas políticas”.

Uma “injustiça que constitui uma ameaça para a paz, tanto a nível local como mundial. Mais uma vez. É urgente reconstruir a confiança com base na justiça e na solidariedade”. “Valores que são, na sua essência, universais”.

“Não há coesão social sem Direitos Humanos. Não há justiça sem igualdade. Hoje, mais do que nunca, no nosso mundo fraturado, construir pontes é a única opção. Temos de trabalhar em conjunto para construir sociedades e economias sustentáveis e inclusivas, baseadas nos direitos humanos e na dignidade”.

Para Guterres “se unirmos forças, há esperança para os que fazem campanha pela paz no mundo, por vezes arriscando as suas vidas”.

“Esperança encarnada pelos jovens, que trabalham dia após dia por um futuro melhor. Esperança encarnada pela sociedade civil que procura contruir comunidades onde a justiça e igualdade prevaleça. esperança encarnada pelos heróis quotidianos da ação humanitária, que se esforçam por levar ajuda vital a todo o mundo”, salientou.

Guterres recordou ainda que “a União Europeia e as Nações Unidas foram criadas em torno de valores universais”.

“Ambas tiraram milhões de pessoas da pobreza e forjaram a paz em zonas conturbadas. Chegou o momento de estarmos novamente à altura da ocasião. Precisamos de unidade e coragem. Precisamos de reinventar o multilateralismo”.

Para o secretário-geral das Nações Unidas, “a Europa deve renovar-se para se manter na vanguarda, mas não deve renunciar à sua identidade. Só uma Europa unida pode enfrentar os enormes desafios do presente e do futuro. O mundo precisa de uma Europa forte e virada para o exterior, não de uma Europa fechada sobre si própria. Não esqueçamos que a Europa é uma fronteira e não uma ilha”.

“Durante décadas, a União Europeia tem sido um símbolo de solidariedade e cooperação internacionais. Atualmente, tem a responsabilidade histórica de reafirmar o significado do multilateralismo e de trabalhar em solidariedade com aqueles que aspiram a um mundo mais justo”, salientou.

Nesse sentido, António Guterres frisa que, “neste Dia da Europa, reafirmemos os ideais de paz, justiça e cooperação internacional. Juntos, defendamos incansavelmente a dignidade humana e os Direitos Humanos, o diálogo e o respeito mútuo”.

“Com o objetivo de construir um mundo mais justo, mais inclusivo e mais digno, que não deixe ninguém para trás. Não há saídas simples ou binárias. Pelo contrário, são necessárias soluções originais, abrangentes e duradouras. Uma tarefa hercúlea, sem dúvida, mas a Europa e o multilateralismo sempre foram uma ideia em busca de uma realidade”, rematou António Guterres.

Fonte: RTP

 

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"Muitas felicidades para a escola e para este vosso projeto tão elogiável" Carlos Daniel, jornalista e diretor da RTP