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O líder norte-coreano, acompanhado pela filha, visitou o laboratório onde está a ser ultimado o primeiro satélite de reconhecimento militar do país. Em fotografias divulgadas pela agência estatal KCNA, Kim Jong-un aparece perto de um equipamento coberto por uma folha isolante de ouro e equipado com painéis solares.

Na terça-feira, Kim Jong-un reuniu-se com o “comité preparatório de lançamento do satélite” antes de ver o aparelho, noticiou a agência estatal.

“Depois de se familiarizar com os detalhes do trabalho em curso, [Kim] inspecionou o primeiro satélite de reconhecimento militar, que está pronto a ser instalado num foguete espacial após passar pela verificação final da assembleia geral e teste do ambiente espacial”, avançou a KCNA.

Acrescentou que Kim “aprovou o futuro plano de ação do comité preparatório”.

Afirmou ainda que "o lançamento bem sucedido do satélite de reconhecimento militar é uma exigência urgente, dado o atual ambiente de segurança no país" e que seria também "um claro passo em frente" no "campo da investigação espacial" para a Coreia do Norte.

As imagens divulgadas mostram o alegado satélite deliberadamente desfocado, colocado numa plataforma e ligado a cabos, enquanto Kim e a filha, de touca, bata branca e capas a cobrir os sapatos, para evitar a entrada de sujidade no recinto, recebem explicações de cientistas.

Há um mês, Kim anunciou que a construção do satélite estava concluída e deu sinal verde para o lançamento.

Kim afirmou que os EUA e a Coreia do Sul estavam a intensificar - o que chamou de “movimentos de confronto” - contra a Coreia do Norte, argumentando desta forma a necessidade de Pyongyang “exercer o seu direito de legítima defesa”. Já em 2021, Kim tinha deixado claro que o desenvolvimento de um satélite de reconhecimento militar era um dos principais projetos de defesa.
No fim de 2022, foi apontado abril de 2023 para data “planeada” de lançamento, mas os desejos de Kim não se concretizaram.

Para muitos analistas internacionais, Pyongyang terá dificuldades em produzir o satélite de reconhecimento com a própria tecnologia, sem ajuda tecnológica da Rússia ou da China.

Recentemente, foram retomados os trabalhos de modernização da base de lançamento espacial de Sohae, no noroeste do país, embora os peritos considerem que ainda há muito trabalho a fazer antes de poder ser lançado um satélite a partir do local.

De acordo com a agência de notícias Efe, vários especialistas não excluem a possibilidade de o regime optar por lançar este satélite de reconhecimento a partir de uma plataforma móvel, já que os mísseis balisticos e equipamento espacial usam tecnologias de lançamento partilhadas.

Yang Moo-jin, presidente da Universidade de Estudos Norte-coreanos em Seul, citado pelo britânico The Guardian, declarou que, “uma vez que os satélites de reconhecimento da Coreia do Norte são um fator importante no caso de um ataque nuclear preventivo, eles representam uma ameaça significativa para o Sul”.

Justin Trudeau, primeiro-ministro canadiano, está na Coreia do Sul e afirmou perante o Parlamento de Seul que o Canadá está disponível “para aumentar o engajamento militar para mitigar as ameaças à segurança regional, inclusive da Coreia do Norte”.

Os exercícios militares conjuntos de Washington e Seul também pontuam a cooperação de defesa na região.

A Coreia do Norte descreve esses exercícios como “frenéticos” que “simulam uma guerra total” contra Pyongyang. E interpreta essas movimentações “como ensaios para a invasão”.

Fonte: RTP

 

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