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O Ministério da Educação veio assegurar, na última noite, que está garantida a realização das provas de aferição, a partir desta terça-feira, e que o calendário previsto é para manter. Isto apesar de vários responsáveis pela classificação destas provas em formato digital terem colocado os respetivos lugares à disposição.

De acordo com a edição online do Diário de Notícias, houve já pedidos de demissão por parte de responsáveis pelos exames das zonas Norte, Centro e Lisboa, que representam 27 dos 35 agrupamentos do país.

O jornal escreve que estes pedidos de demissão “começaram a multiplicar-se” na tarde de segunda-feira, véspera do arranque das provas de afeição em formato digital e a aproximadamente um mês dos exames nacionais.

O Ministério da Educação garante estar à procura de soluções que não ponham em causa as provas.

Em resposta à agência Lusa, o gabinete de imprensa do Ministério afirma que “tem estado a acompanhar a situação das estruturas do Júri Nacional de Exames, estando envolvido na procura de soluções que venham a garantir o pleno funcionamento daquelas estruturas”.

“No quadro atual, a realização das provas de aferição encontra-se assegurada cumprindo-se a calendarização prevista”, acrescenta o Ministério de João Costa.

O presidente do Instituto de Avaliação Educativa (IAVE) veio sublinhar, na segunda-feira, que a aplicação desenvolvida para as provas de aferição foi enviada na passada semana por “questões técnicas de segurança”. Luís Pereira Santos afirmou aos jornalistas que se trata de uma ferramenta simples, que “até os alunos podem instalar”.

“É uma aplicação que é necessária para garantir a segurança e a equidade entre os alunos, mas é uma aplicação de instalação muito simples. Não é necessário um professor muito especializado para fazer essa instalação, até os próprios alunos a podem fazer”, sustentou o presidente do IAVE.

Luís Pereira dos Santos enfatizou ainda que os estabelecimentos de ensino podem proceder à instalação de uma “forma muito gradual”, dado que a primeira prova digital é a de Tecnologias da Informação e Comunicação (TIC) e terá lugar ao longo de duas semanas.

“As escolas vão ter tempo para, com serenidade, fazer essa aplicação”, acentuou, para acrescentar que a prova de TIC será realizada por perto de 80 mil alunos do 8.º ano, até 26 de maio.

“O nosso sistema de provas eletrónicas foi concebido de forma a ser simples e a não implicar a intervenção de professores mais especialistas nesta matéria”, rematou.

Em declarações aos jornalistas, o ministro da Educação, João Costa, defendeu, por sua vez, que o modelo das provas digitais acarreta menos trabalho para as escolas, quando comparado com as provas em papel.

“Toda esta logística era muito mais complexa do que o que está agora aqui em causa”, argumentou o governante.

Já o presidente da Associação Nacional de Diretores de Agrupamentos e Escolas Públicas considera que o Ministério da Educação não deu o exemplo, ao difundir informação sobre as provas de aferição digitais 48 horas antes do arranque do processo.

“Nós programamos a nossa atividade e o nosso calendário em muitas escolas, para começar no dia de hoje. E começar no dia de hoje, na prática, em muitas escolas, é inexequível porque é um prazo curto, tendo em conta o tempo de antecedência que foi curtíssimo”, frisou Filinto Lima, entrevistado já esta terça-feira.

“O trabalho tem de ser feito pelos professores de informática. E os nossos professores de informática dão aulas e, portanto, é mais um trabalho para estes professores que podia ter sido feito atempadamente, se o IAVE tivesse feito chegar às escolas a informação que fez chegar ao longo do dia de quinta-feira”, prosseguiu o responsável.

“Ou seja, em muitos casos esta situação vai colidir com a aplicação, durante o dia de hoje, eventualmente amanhã em algumas escolas públicas”.

Por agora, o presidente da Associação de Diretores de Agrupamentos e Escolas Públicas não tem conhecimento de adiamento das provas de aferição: “Muitas escolas planearam esta prova até dia 26, mas muitas planearam para o dia de hoje. E neste caso concreto parece-me que em algumas delas é inevitável esse adiamento”.

Para Filinto Lima, “se tivesse havido maior planeamento por parte do IAVE, essa informação chegaria a tempo e horas às escolas públicas e não estaríamos aqui hoje a falar deste assunto. E as coisas seriam resolvidas. Não foi o que aconteceu”.

Fonte: RTP

 

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"Muitas felicidades para a escola e para este vosso projeto tão elogiável" Carlos Daniel, jornalista e diretor da RTP