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Kiev foi novamente alvo de ataques aéreos russos de "intensidade excecional", com recurso a drones, mísseis de cruzeiro, supersónicos e balísticos, durante a madrugada desta terça-feira. Na capital ucraniana foram ouvidas várias explosões, nas últimas horas, e pelo menos três pessoas ficaram feridas. As defesas antiaéreas da Ucrânia admitem, contudo, que abateram 18 mísseis.

A Rússia intensificou a ofensiva aérea nas últimas semanas, com receio da alegada ofensiva ucraniana no sul do país. Este novo ataque de Moscovo a Kiev foi "excecional na sua intensidade, atendendo ao número de mísseis de ataque lançados num curto período de tempo", afirmou o chefe da Administração Militar de Kiev, Sergii Popko.

A capital ucraniana acordou com o soar das sirenes de emergência por volta das 2h30 e, segundo relatos ao Guardian, ouviram-se pouco depois fortes explosões com as defesas aéreas a intercetar os mísseis russos. Os feixes de luz das explosões iluminaram o céu e os ataques continuaram, tendo o alarme de ataque aéreo voltado a soar às 4h00.

"De acordo com informações preliminares, a grande maioria dos alvos inimigos no espaço aéreo de Kiev foram detetados e destruídos", acrescentou, citando um relatório divulgado pela Força Aérea ucraniana, que indica que as defesas antiaéreas derrubaram seis mísseis supersónicos, nove mísseis de cruzeiro e três mísseis balísticos.

Pelo menos três pessoas ficaram feridas durante o ataque, acrescentam as autoridades ucranianas.

Além dos mísseis, a Rússia lançou nove drones fabricados no Irão, que também foram destruídos pelas defesas ucranianas. Os destroços dos mísseis caíram em vários bairros da capital. Já no distrito de Solomyansky os destroços causaram um incêndio num prédio não residencial, que foi extinto.

Alguns destroços provocaram incêndios em carros e caíram no jardim zoológico, mas nenhuma perda foi relatada, disse o autarca de Kiev, Vitali Klitschko.

É a oitava vez este mês que ataques aéreos russos têm como alvo a capital, uma escalada após semanas de calma e antes do lançamento de uma contraofensiva que a Ucrânia tem preparado. As autoridades ucranianas acreditam que a estratégia do Kremlin, agora, é esgotar os sistemas de defesa aérea, que têm sido bem-sucedidos na intercetação da maioria dos mísseis e drones russos disparados.

O ataque também ocorre num momento em que o presidente Volodymyr Zelenksy está a concluir uma viagem relâmpago pela Europa, onde se encontrou com os líderes dos principais aliados da Ucrânia durante a guerra, tendo garantido promessas de mais ajuda militar.

Fonte: RTP

 

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